Cuidados com o Aedes aegypti devem ser intensificados durante o verão

Por Aécio Gonçalves 14/01/2019 - 10:41 hs

A chegada do verão torna as medidas de prevenção e controle do Aedes aegypti ainda mais relevantes. Ainda que as ações devam ser mantidas durante todo o ano, o aumento das temperaturas, somado às chuvas características do momento, propicia a proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Por isso, neste período, o ideal é eliminar recipientes que podem servir para acúmulo de água, contribuindo para a prevenção e controle das arboviroses.

Conforme explica a referência técnica do Programa Estadual de Controle das Doenças Transmitidas pelo Aedes, Paula Figueiredo, ainda que o período seja propício para a proliferação do mosquito, algumas atitudes simples e diárias podem evitar problemas futuros.

“A participação da população é fundamental nas ações de controle do Aedes aegypti, e a melhor maneira de se prevenir das doenças é eliminar os focos que acumulam água, considerados possíveis criadouros do mosquito. São exemplos de ações importantes: manter caixas d’água vedadas, guardar pneus e garrafas em locais cobertos, manter ralos limpos e vedados e descartar adequadamente o lixo”, explica.

Entre as medidas de prevenção e controle do mosquito também está o cuidado com as calhas, evitando que folhas e sujeiras se acumulem. Os pratinhos de plantas precisam ser eliminados, além do cuidado especial com bebedouros de animais, que devem ser limpos diariamente. Também é recomendável limpar piscinas e fontes de água, bandejas de geladeira e ar condicionado.

O ciclo de reprodução do Aedes pode variar de 5 a 10 dias, passando pela fase larvária até chegar à forma adulta. É a fêmea do mosquito que deposita seus ovos na parede interna dos reservatórios e estes podem permanecer viáveis por aproximadamente um ano. Assim que o ovo entra em contato com a água, ele eclode e inicia o ciclo e, por isso, fazer vistorias detalhadas dentro de casa e nos quintais é fundamental para eliminar possíveis focos.

Dessa maneira, quando o armazenamento de água for necessário, ele precisa ocorrer de forma adequada e segura, evitando que os recipientes se tornem criadouros do Aedes. Lembrando que cerca de 80% dos focos do vetor estão dentro das residências.

Cenário epidemiológico

Em 2018, até o momento (dados atualizados em 7/1/2019), Minas Gerais registrou 29.875 casos prováveis (casos confirmados + suspeitos) de dengue e oito óbitos. Já em relação à chikungunya, Minas Gerais registrou 11.772 casos prováveis da doença em no ano passado, concentrados na região do Vale do Aço.

Até o momento, foi confirmada uma morte por chikungunya no município de Coronel Fabriciano, em 2018. Por fim, em relação à zika, foram registrados 184 casos prováveis da doença no último ano, até a data de atualização do boletim.

Fonte e foto: Itatiaia Link da reportagem: http://www.itatiaia.com.br/noticia/cuidados-com-o-aedes-aegypti-devem-ser-intens