A próxima segunda-feira (6) será dia de volta às aulas para milhares de estudantes das redes estadual, municipal e particular.
Para orientar pais e responsáveis por crianças, adolescentes e jovens que terão a experiência, o G1 entrevistou a psicopedagoga Julieta de Souza.
Na avaliação da especialista, o primeiro dia de aulas para quem está experimentando uma sala de aula pela primeira vez – especialmente no caso das crianças – é algo que cada pessoa guarda por muito tempo nas lembranças. Dependendo do que ocorrer nesse dia, a experiência pode ser benéfica ou traumatizante.
"No caso das crianças que vão começar na educação infantil, o ideal é que antes de as aulas começarem a família leve a criança para conhecer as dependências escolares. Durante essa visita a pessoa precisa conversar com a criança e explicar a ela que aquele lugar passará a ser visitado com frequência quase que diária e garantir a ela que se trata de um local seguro, divertido e prazeroso. Os pais também podem contar histórias legais sobre o primeiro dia de aula deles. Deve apresentar a criança à professora e dizer que ela vai ser uma parceira ao longo de todo o ano, ensinando muita coisa", explicou Julieta.
Em quase toda escola infantil é bastante comum o choro no primeiro dia de aula. "É importante que a pessoa deixe claro à criança que daqui a pouco voltará para busca-la. Ela pode inclusive prometer que depois da aula haverá algum programa divertido, como um passeio na pracinha ou mesmo uma ida à sorveteria para comemorarem juntos pelo primeiro dia de aula. Isso já vai criar na criança a segurança e a confiança de que a pessoa querida voltará mesmo", acrescentou.
As dicas da psicopedagoga também são válidas para crianças já mais crescidas e que muitas vezes passam pela experiência de serem trocadas de mesa ou mesmo de sala de aula. "Muitas vezes os pais procuram o pai para pedir uma troca que a escola não considera necessária ou mesmo reclamar de uma troca que a escola considera necessária. Os pais precisam confiar na escola. Se a escola trocou a criança de lugar ou de sala, é porque houve necessidade. Os pais não podem ter medo de que os filhos experimentem situações novas como essas. A capacidade de enfrentar o novo precisa ser trabalhada desde cedo".
Adolescentes
No caso de quem já tem mais de 12 anos, as lições são outras. Mas também são necessárias, segundo a psicopedagoga. "Em muitos casos os pais não acompanham o desenvolvimento escolar do filho adolescente. Só diz 'vai à escola' e pronto. Os pais precisam fazer do primeiro dia da volta às aulas um dia festivo na vida dos filhos. É preciso que tentem incentivar o aprendizado com o fornecimento de materiais escolares de boa qualidade".
Se o desempenho escolar ano letivo anterior foi ruim, os pais ou a pessoa responsável precisam deixar claro, segundo a psicopedagoga, que o novo período que começa pode ser diferente. "É preciso esclarecer que agora é o recomeço. Que é possível fazer uma história diferente e melhor. Uma coisa muito legal é perguntar aos filhos quais foram as conquistas deles na escola durante o ano que passou e pedir que façam uma lista do que querem que aconteça na escola neste novo ano, como melhorar na matemática ou no inglês. Essa lista deve ser afixada em locais como a parte interna do guarda-roupas, de modo que os filhos sempre vejam e se lembrem daquelas metas. Isso os estimula a cumprí-las. Também é importante que os pais ouçam os filhos com mais atenção. Muitas vezes os problemas na escola refletem no comportamento em casa e muitos pais não percebem isso", finalizou Julieta de Souza.
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