Mesmo em época de estiagem em Minas Gerais, o que dificulta a proliferação do mosquito aedes Aegypti, a preocupação com as doenças transmitidas pelo inseto continua. Subiu para seis o número de mortes em decorrência pela febre chikungunya neste ano. Todas elas aconteceram em Governador Valadares, na Região do Rio Doce, onde há um grande número de pessoas infectadas. A situação pode ser ainda pior, pois há outros 16 óbitos em investigação.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), as mortes por chikungunya, as primeiras da história de Minas Gerais, aconteceram no primeiro trimestre deste ano, época em que houve o maior número de casos. Os exames que confirmaram a doença só ficaram prontos neste mês. Os pacientes que perderam a vida tinham entre 65 e 96 anos. Todos tinham comorbidades, ou seja, outras doenças associadas, segundo a SES. A identidade e o sexo da vítima não foram informados pela secretaria. Já tinham morrido em Governador Valadares, três mulheres e dois homens.
A chikungunya é uma preocupação das autoridades de saúde, mesmo com os números de infectados em queda desde o início do ano. Ao todo, são 17.994 casos prováveis da doença. Em janeiro foram 736 e em fevereiro, 3.352. O pico ocorreu em março, quando os registros saltaram para 7.587. Em abril, caíram a 3.670. A queda continuou no mês seguinte, que terminou com 1.259 notificações. Em junho, foram 934, julho, 427, e até está segunda-feira foram 29 registros.
A chikungunya é uma doença viral causada pelo vírus CHIKV, da família Togaviridae, e pode ser disseminada, como ocorre no Brasil, pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, também transmissores da dengue, da zika e da febre amarela. Na fase aguda, os sintomas se manifestam entre dois e 12 dias. Os principais são febre alta, acima de 39 graus, de início repentino, dor muscular, erupções na pele, conjuntivite e dor nas articulações, que podem se manter por um longo período. A orientação das autoridades de saúde para quem apresentar manifestações compatíveis com a virose é procurar a unidade básica de saúde mais próxima e não usar medicamentos sem indicação médica.
Dengue
Neste ano foram 13 óbitos registrados por dengue. Eles ocorreram em Araguari, Uberaba e Uberlândia, no Triângulo Mineiro; Bocaiúva, no Norte de Minas; Capim Branco, na Região Central; Arinos, na Região Noroeste; Patos de Minas, no Alto Paranaiba; Leopoldina, na Zona da Mata; Medina, no Jequitinhonha; e Ibirité e Ribeirão das Neves, ambas na Grande BH. Outras 13 mortes ainda estão sendo investigadas. Minas já registrou 25.736 casos prováveis da enfermidade.
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