Até abril deste ano, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) contabilizou 42 ocorrências envolvendo pipas que causaram danos na rede elétrica e afetaram mais de oito mil clientes na região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.
Segundo informações da empresa, a atenção precisa ser redobrada nesta época do ano, pois os ventos são mais intensos e propensos à prática, que carece atenção. Ainda conforme a Cemig, a brincadeira deve ser acompanhada de perto pelos pais e responsáveis a fim de evitar os prejuízos na rede e garantir a segurança da população.
Conforme divulgação da empresa, nas regiões do Triângulo Mineiro e do Alto Paranaíba, o uso do cerol - que é a mistura de cola, vidro e restos de materiais condutores - é um dos principais causadores dos desligamentos, causando o rompimento dos cabos de energia quando entra em contato com a rede elétrica. Além disso, muitos curtos-circuitos são provocados pela tentativa de retirada de papagaios presos aos cabos.
O engenheiro eletricista da Cemig, Demetrio Venicio Aguiar, explicou alguns procedimentos que devem ser adotados para que não haja risco à segurança nem ocorram interrupções no fornecimento de energia com a prática da brincadeira. “As pipas devem ser empinadas em locais abertos e afastados da rede elétrica. Jamais use fios metálicos ou cerol e, caso a pipa fique presa, não tente resgatá-la”, orientou.
Outro material que é novidade no meio e agrava os problemas e riscos das ocorrências é a chamada “linha chilena”. O G1 noticiou no início do mês a venda ilegal do produto no Bairro Luizote de Freitas. Segundo a Polícia Civil, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão após denúncia de tráfico de drogas e armas, porém, ao chegar ao local, os policiais encontraram diversos carretéis de linhas chilenas.
A Cemig esclareceu que a linha é mais refinada e contém materiais mais abrasivos que o cerol, sendo ainda mais cortante.
Além do corte de energia, o cerol e a “linha chilena” também podem causar acidentes graves com as pessoas que os manipulam e também com terceiros, especialmente motociclistas e é por isso que a estatal também buscar alertar para os riscos à segurança causados pela soltura de pipas praticada próxima à rede elétrica.
A maioria dos acidentes acontece quando o papagaio fica preso na rede elétrica e as crianças tentam retirá-lo utilizando materiais condutores, como pedaços de madeira ou barras metálicas. O contato com a rede elétrica pode ser fatal, além do risco de queda em função da reação involuntária causado pelo choque elétrico.
Nesses casos, as consequências mais comuns são traumatismos devido às quedas e queimaduras graves por causa dos choques. “São materiais altamente condutores de energia e que acabam sendo energizados quando tocam os cabos de energia, causando o choque elétrico”, explicou Aguiar.
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