Após assembleia realizada nesta quinta-feira, em Belo Horizonte, os trabalhadores da rede estadual de educação de Minas Gerais decidiram suspender a greve que durava mais de três semanas. A reunião aconteceu no pátio da Assembleia Legislativa, no Bairro Santo Agostinho, Centro-Sul da capital.
As aulas, no entanto, voltarão somente no dia 17, depois do feriado da Semana Santa. Apesar da suspensão da paralisação, os professores manterão o estado de greve e não descartam cruzar os braços novamente.
Os professores da rede estadual estão em greve desde o dia 15 de março em protesto contra a proposta que tramita no Congresso sobre a reforma da Previdência. Segundo a categoria, se o projeto for aprovado, afetaria diretamente os trabalhadores da educação, que teria que trabalhar 25 anos a mais do que a regra atual para se aposentar.
A greve também aconteceu para pressionar o governo estadual a pagar valores retroativos do piso salarial, desde janeiro deste ano. Na assembleia, a categoria rejeitou a proposta da Secretaria de Estado de Educação, mas decidiu que continuará negociando.
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação informou que “ainda não foi comunicada oficialmente sobre o fim da greve dos trabalhadores da Educação”. De acordo com o órgão, das 3.662 unidades de ensino da rede estadual, 1.688 encontravam-se em greve e 743 em atividade. Ainda segundo a pasta, outras 1.231 escolas não informaram a situação. No total, 909.176 estudantes ficaram sem aulas em Minas.
De acordo com a Secretaria de Estado de Educação, o governo propôs “o pagamento do Adicional de Valorização da Educação Básica na folha de abril de 2017, com os retroativos dos meses de janeiro a abril. Além disso, propôs a realização de concurso público no segundo semestre de 2017, com nomeações previstas para 2018; a manutenção das nomeações pactuadas com o Sind-UTE (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais), totalizando 23 mil nomeações em 2017; e o pagamento do saldo retroativo do piso de 2016 e 2017 durante o ano de 2018, em 12 parcelas”, finalizou.
Já os professores da rede municipal de Belo Horizonte, que também entraram em greve depois do dia 15 de março, suspenderam a paralisação último dia 31. No entanto, os servidores mantêm o estado de greve.
Fonte:Itatiaia
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