Um ano depois do início do projeto Monitor da Violência, em que o G1 Triângulo Mineiro divulgou as mortes violentas registradas no Alto Paranaíba entre os dias 21 e 27 de agosto de 2017, a reportagem atualizou a situação das investigações desses casos e constatou que apenas dois dos cinco inquéritos foram concluídos.
O G1 buscou respostas com a Polícia Civil, com Ministério Público e com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) sobre os homicídios: um em Abadia dos Dourados, um em Patos de Minas, dois em Patrocínio e um em São Gotardo. Todas as vítimas são do sexo masculino, de idades entre 25 e 37 anos. Dois morreram esfaqueados e três foram assassinados a tiros.
Dos cinco inquéritos, dois foram concluídos. Desses concluídos, apenas o de Abadia dos Dourados foi solucionado, inclusive, com a condenação do autor do crime.
Veja os detalhes atualizados de cada caso abaixo:
Genival Santos Moreira tinha 35 anos e morreu no dia 22 de agostoapós ter sido esfaqueado em uma discussão pelo colega de trabalho, Roberto Rodrigues Leite, de 49 anos. Ambos são do Nordeste e estavam na cidade mineira trabalhando como garimpeiros. Roberto foi preso.
Cerca de uma semana depois do crime, a Polícia Civil encerrou as investigações e concluiu o inquérito no dia 31 de agosto de 2017, com indiciamento de Roberto por homicídio. O caso foi oferecido pelo Ministério Público à Justiça, que aceitou a denúncia. No dia 18 de abril de 2018, Roberto foi condenado pelo Tribunal do Júri à pena de quatro anos de reclusão em regime aberto pelo crime de homicídio.
Fabrício Alexandre Silva, de 37 anos, foi morto no dia 25 de agostoao tentar assaltar um bombeiro que estava em bar no Bairro Cristo, em Patos de Minas. Assim que Fabrício e o comparsa anunciram o assalto, o militar sacou a arma e atirou.
O comparsa fugiu e Fabrício chegou a ser socorrido com vida, mas morreu no hospital. Na época, o bombeiro que baleou o homem se apresentou na Polícia Civil acompanhado de um representante da corporação.
O inquérito do caso foi concluído pela Polícia Civil no dia 12 de agosto de 2018, sem indiciamento de suspeito. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informou ao G1 que não recebeu o inquérito policial, por isso não denunciou o caso à Justiça.
Na época do proejto Monitor da Violência, foram dois homicídios registrados no mesmo dia em Patrocínio: um no Bairro Serra Negra e o outro no Bairro Enéas.
Wellington Cassiano Melo, de 25 anos, morreu depois de ser atingido por dois tiros na cabeça na manhã do dia 26 de agosto na Rua Miguel Coelho Marra, esquina com a Avenida Brasil, no Bairro Serra Negra. Ninguém foi preso e a motivação do crime também é desconhecida. A Polícia Civil pediu à Justiça adiamento do prazo de inquérito, o que foi concedido. Por isso, as investigações ainda estão em andamento.
Marcos Antonio Marques, de 33 anos, foi assassinado por volta das 15h45 do mesmo dia, no Bairro Enéas. Ele estava na Rua Nuber Veloso quando dois ocupantes de um veículo desceram e atiraram nele várias vezes. De acordo com a PM, Marcos tinha passagens pelos crimes de furto, roubo e tráfico de drogas.
A Polícia Civil pediu à Justiça adiamento do prazo de inquérito, o que foi concedido. Por isso, as investigações ainda estão em andamento. Nenhum suspeito do crime foi identificado ainda.
Jacó da Silva Lima tinha 26 anos e morreu após ser esfaqueado na noite do dia 26 de agosto, na Comunidade Abaeté dos Venâncios. Ele e um homem teriam discutido em um bar e, fora do estabelecimento, Jacó foi esfaqueado. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu assim que chegou ao hospital.
Segundo a Polícia Civil, o inquérito está em andamento porque ainda faltam diligências. Até agora, um suspeito se apresentou e confessou o crime, mas como não havia provas, ele não está preso.
O Monitor da Violência é resultado de uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP e com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Neste projeto estão todos os casos de homicídio, latrocínio (roubo seguido de morte), feminicídio, morte por intervenção policial e suicídio ocorridos de 21 a 27 de agosto no Brasil. Foram 1.195 mortes registradas – uma média de uma a cada oito minutos.
Um ano depois
Durante o último ano, mais de 230 jornalistas do G1 espalhados pelo país continuaram com a missão de investigar o andamento de todos esses casos. E o resultado, divulgado agora, é estarrecedor: mais da metade dos inquéritos policiais continua em andamento. Apenas 2% do total de casos têm hoje algum condenado pelo crime. E o mais grave: menos da metade dos crimes tem um autor identificado.
Fonte: G1 Link da reportagem: https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2018/09/05/monitor-da-violencia-um-ano-depois-apenas-dois-homicidios-foram-concluidos-no-alto-paranaiba.ghtml
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