A viola foi reconhecida, nesta semana, como patrimônio cultural imaterial de Minas Gerais pelo Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep).
De acordo com dados do Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), o Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba são as regiões que concentram o maior número de violeiros.
Essas duas regiões dividem o primeiro lugar no Estado com o Sul e Sudoeste de Minas, que também concentram 21% dos violeiros e violeiras de Minas Gerais. Eles se divertem por meio da viola com mais de 30 ritmos diferentes, como "música caipira", com destaque para o pagode, congado, folia, batuque, catira, cururu, lundu e chula.
Ainda de acordo com o levantamento do Ieapha-MG as demais regiões que concentram os violeiros são:
Região Metropolitana de Belo Horizonte - 19%
Zona da Mata - 8%
Norte de Minas - 6%
Central Mineira - 6%
Campo das Vertentes - 6%.
Oeste de Minas - 4%
Jequitinhonha - 4%
Vale do Rio Doce - 3%
Noroeste de Minas - 2%
Vale do Mucuri - 1%
O levantamento do Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais foi feito a partir das respostas do cadastro e de pesquisas de campo em várias regiões de Minas com fazedores de viola e violeiros.
Com os dados foram identificados os muitos aspectos relativos às suas formas de tocar e de fazer a viola, além de um inventário das expressões e celebrações culturais tendo a viola como um dos elementos estruturantes.
O Conep aprovou o Registro dos Saberes, Linguagens e Expressões Musicais da Viola em Minas Gerais como patrimônio cultural imaterial e justificou que a preservação desses elementos tem grande importância pelos seus valores históricos, socioculturais e identitário para o Estado. Além disso, o reconhecimento possibilita preservar, valorizar e compreender o universo das violas.
O Registro dos Saberes, Linguagens e Expressões Musicais da Viola em Minas Gerais passa a integrar o conjunto dos bens culturais reconhecidos como patrimônio de natureza imaterial do estado: O modo de fazer o queijo artesanal da região do Serro (2002), Comunidade dos Arturos, de Contagem (2013), Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Chapada do Norte (2014) e as Folias de Minas (2017).
Para a diretora de Proteção e Memória do Iepha-MG, Françoise Jean, ao assumir a função de mediadora de sentidos apresenta claro valor de identidade e de memória para sociedade mineira.
"A música da viola tem uma capacidade de mobilização de sentimentos, de ativação de memórias, de criação de conexão entre o mundo rural e a moderna metrópole, entre tempos passados e o presente, entre pais e filhos, entre a cultura profana e as expressões do sagrado", finalizou.
Fonte e foto: G1 Link da Reportagem: https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/mais-de-20-dos-violeiros-de-minas-gerais-estao-concentrados-no-triangulo-mineiro-e-alto-paranaiba.ghtml
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