Há quatro anos, ele estreava no Galo: Luan fala da era vitoriosa, lesão e volta ao time

Por Aécio Gonçalves 16/02/2017 - 09:57 hs

Há quatro anos, mais precisamente no dia 13 de fevereiro de 2013, contra o São Paulo, no Independência, pela Copa Libertadores, a torcida do Atlético conhecia Luan. O atacante, contratado da Ponte Preta, chegou ao clube sem muita badalação e com uma contusão no púbis que atrasou sua estreia. Passados 166 jogos com a camisa alvinegra, ele se tornou referência no clube. Não faltaram garra e gols para conquistar a confiança do torcedor. Mas nos últimos meses, Luan passou a enfrentar outro adversário: uma grave lesão no menisco e na cartilagem do joelho direito.

Em entrevista o atacante falou da era vitoriosa no clube, da grave lesão e da expectativa para voltar ao time.

 

Período de títulos e prêmios

Inicialmente, Luan ganhou status de talismã. O gol do empate por 2 a 2 com o Tijuana, no México, pela Libertadores de 2013, foi fundamental para a classificação às semifinais, confirmada no dramático empate por 1 a 1 no Independência graças ao “milagre” do goleiro Victor. Na Copa do Brasil de 2014, o “amuleto” atleticano virou jogador decisivo. Fez gol em todas as fases do torneio que viria a ser conquistado em cima do arquirrival Cruzeiro.

Foi campeão ainda do Campeonato Mineiro (2013 e 2015) e da Recopa Sul-Americana (2014). Recebeu premiações individuais, como a do Troféu Telê Santana de melhor atacante do futebol mineiro na temporada passada.

“Fico feliz por ter sido premiado novamente. Vou trabalhar enquanto eu tiver contrato com o Galo e saúde para jogar futebol. Quero estar sempre sendo reconhecido pelo que faço. O mais importante é ajudar o Galo a continuar vitorioso e a conquistar mais títulos.”

Grave lesão

Em abril de 2016, Luan recebeu uma má notícia. O atacante sofreu lesões no menisco e na cartilagem do joelho direito. Ele passou por cirurgia e ficou três meses parado. Passou a conviver com tratamentos. Por causa de dores, foi vetado na partida de ida da decisão da Copa do Brasil do ano passado, contra o Grêmio. O Atlético perdeu, em pleno Mineirão, por 3 a 1, e viu a taça ficar nas mãos dos gaúchos.

“Tive uma lesão complicada, nenhum jogador fica satisfeito, porque perde espaço, jogos importantes e até títulos. Voltei a sentir no primeiro jogo da Copa do Brasil, quando não podia machucar, talvez poderia ter sido diferente. Fiquei chateado por não ter ajudado a equipe.”

Este ano, novamente sentiu dores no joelho direito. Ainda não atuou em 2017. Dedicou as últimas semanas a trabalhos específicos de fortalecimento na região. “Estou bem, foi mais um reforço, uma manutenção para não me lesionar no restante da temporada. Não estou com o joelho ruim, está bom, com a musculatura ficando do jeito que o fisioterapeuta e o preparador físico querem e eu quero também para ajudar o Galo a conquistar títulos este ano.”

Na próxima semana, Luan deve ser liberado para treinar com o grupo. Ele revela que já vem fazendo atividades em campo. “Em campo eu já estou treinando, ninguém sabe, mas já estou escondido. Com o grupo, talvez nos próximos dias, vai depender do Lasmar (Rodrigo, médico do Atlético), dos fisioterapeutas”, diz. “Quero voltar antes da estreia na Libertadores para pegar ritmo”, acrescenta.

Volta ao time

Assim que entrar nos planos, Luan sabe que vai precisar esperar o momento para ganhar uma nova chance. Mas deixa um aviso aos companheiros: vai brigar por vaga na equipe.

“Tenho que respeitar os companheiros que estão jogando, e bem. Mas eles também precisam entender que tem jogador qualificado chegando. Isso é bom porque eles vão doar um pouco a mais com a concorrência. É uma disputa saudável. Meu objetivo é voltar, jogar, dar alegria ao torcedor. Sei que eles estão com saudade também, pois encontro na rua, nas redes sociais. Tem uns que me xingam, no bom sentido, querendo que eu volte a jogar. Tenho que retribuir isso em campo.”